As medidas pretendem evitar a repetição de episódios que afectaram a imagem do futebol no continente e restaurar a confiança nas instâncias judiciais da organização, com destaque para o Júri Disciplinar e a Comissão de Apelo. A CAF sublinha que a independência e imparcialidade destes órgãos continuarão a ser pilares centrais do seu modelo de governação.
O presidente da CAF, Patrice Motsepe, afirmou que as mudanças procuram alinhar o futebol africano com as melhores práticas internacionais, tanto na gestão administrativa como dentro das quatro linhas. Segundo o dirigente, preservar o respeito, a integridade e a credibilidade da arbitragem tornou-se uma prioridade após a polémica da final continental.
Apesar dos recentes desafios, a organização recorda que a arbitragem da CAN 2023, disputada na Costa do Marfim, foi amplamente elogiada, servindo agora de referência para os padrões que a CAF pretende recuperar e consolidar.
No âmbito das reformas, a instituição continuará a nomear juízes e especialistas africanos experientes para os órgãos disciplinares, com base em propostas das federações-membro e uniões zonais, numa tentativa de aumentar a transparência e o rigor dos processos decisórios.Em paralelo, a CAF está a trabalhar em estreita colaboração com a FIFA para reforçar a formação contínua de árbitros e operadores VAR, promover a profissionalização do sector e melhorar as condições de remuneração, factores vistos como essenciais para elevar a qualidade da arbitragem.
A organização reiterou ainda a sua política de tolerância zero à corrupção e garantiu tratamento equitativo a todas as federações nacionais. Enquanto os incidentes da final da CAN 2025 seguem sob análise do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), a CAF procura concentrar-se na valorização das suas competições e no fortalecimento da reputação internacional do futebol africano.

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