Segundo avançou a Reuters, citando uma publicação do Presidente francês, Emmanuel Macron, na rede social X, a embarcação foi interceptada no Mediterrâneo Ocidental após levantar suspeitas de operar sob bandeira falsa. O navio navegava com bandeira de Moçambique, mas as autoridades consideram que poderá ter recorrido a uma identificação irregular para ocultar a sua verdadeira origem e गतिविधade.
De acordo com as autoridades francesas, o “Deyna” tinha partido do porto russo de Murmansk, um dos principais pontos de exportação de petróleo da Rússia. A suspeita recai sobre o facto de o navio fazer parte de uma rede informal de petroleiros — conhecida como “frota-sombra” — utilizada para transportar crude russo fora dos mecanismos de controlo internacional, evitando assim restrições comerciais e financeiras impostas por países ocidentais.
A operação foi conduzida pela Marinha francesa com o apoio de aliados britânicos, demonstrando um esforço coordenado entre países europeus para travar práticas consideradas ilegais no transporte marítimo de petróleo. Estas acções têm como objectivo impedir que receitas provenientes da venda de hidrocarbonetos continuem a financiar o esforço de guerra russo.Na sua declaração, Emmanuel Macron foi contundente ao classificar este tipo de embarcações como “especuladores de guerra”, acusando-as de violar o direito do mar e de contornar deliberadamente as sanções internacionais. Segundo o chefe de Estado francês, estes navios procuram maximizar lucros à margem da lei, contribuindo indirectamente para a continuação do conflito.
O conceito de “frota-sombra” tem sido amplamente utilizado para descrever navios antigos ou com registos pouco transparentes, frequentemente operando com mudanças constantes de bandeira, desligamento de sistemas de rastreamento ou uso de intermediários para ocultar a origem do petróleo transportado. A utilização de bandeiras de países terceiros, como Moçambique neste caso, levanta preocupações adicionais sobre a possível exploração de sistemas de registo marítimo mais permissivos.
A apreensão do “Deyna” surge num contexto de crescente pressão internacional para reforçar a aplicação das sanções contra a Rússia, especialmente no sector energético, considerado vital para a economia do país. Espera-se que o caso venha a desencadear investigações adicionais sobre a origem, propriedade e operações do navio, bem como eventuais implicações legais para os responsáveis.

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