O empresário italiano Umberto Sartori Vidock, proprietário da residencial Kaya-Kwanga, morreu nas últimas horas enquanto se encontrava detido no Estabelecimento Penitenciário Especial de Máxima Segurança da Machava, vulgarmente conhecido por BO, em Maputo.
Segundo informações preliminares ainda não confirmadas oficialmente, Sartori terá sido encontrado morto na cela onde estava encarcerado, após ter sido detido pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), no âmbito de uma operação de combate ao crime organizado e ao narcotráfico.
Até ao momento, as autoridades moçambicanas ainda não divulgaram detalhes sobre as circunstâncias da morte do empresário, nem esclareceram se será instaurado um inquérito independente para apurar o sucedido.
Umberto Sartori havia sido detido na sequência de investigações conduzidas pelo SERNIC relacionadas com alegadas redes internacionais de tráfico de drogas e outros crimes conexos. O caso ganhou grande repercussão devido à notoriedade do empresário nos círculos empresariais e de segurança em Moçambique.
Há semanas, o Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP) informou que Sartori encontrava-se em greve de fome desde o dia 21 de Abril, data em que deu entrada no estabelecimento penitenciário da Machava. Não foram avançados detalhes sobre o seu estado de saúde durante o período de detenção.
Residente em Moçambique há mais de três décadas, Umberto Sartori era proprietário do complexo Kaya-Kwanga, localizado na Avenida Marginal, na cidade de Maputo, um espaço bastante conhecido na capital moçambicana.
A morte do empresário levanta agora várias questões em torno das condições da sua detenção e das circunstâncias exactas em que ocorreu o óbito, enquanto se aguarda por um pronunciamento oficial das autoridades policiais e penitenciárias.

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