De acordo com uma investigação da STV, a crise no sector da saúde é agravada por uma dívida acumulada superior a 10 mil milhões de meticais e por uma falta crónica de recursos financeiros e logísticos.
A reportagem revela que vários pacientes estão a ser encaminhados para farmácias privadas para adquirir medicamentos básicos, como o paracetamol, que deveriam estar disponíveis nas unidades sanitárias públicas.
Para além da falta de fármacos, os hospitais enfrentam igualmente escassez de materiais fundamentais, como luvas, máscaras e anestésicos, o que tem vindo a afectar o normal funcionamento de procedimentos médicos e cirúrgicos.
Segundo a investigação, baseada em documentos considerados exclusivos e no recurso a câmaras ocultas, as condições de funcionamento de alguns hospitais são precárias, colocando em evidência a necessidade urgente de reformas no sistema nacional de saúde.
A situação afecta de forma mais severa os grupos socialmente vulneráveis, que dependem exclusivamente do sistema público de saúde, reforçando os apelos para uma intervenção governamental urgente e maior apoio institucional, com vista à reposição da capacidade operacional dos hospitais e à garantia do acesso da população a cuidados de saúde de qualidade.