Os Crimes e os Acusados
O Informe Anual da PGR detalha uma lista extensa de crimes, incluindo administração danosa, corrupção passiva e activa, participação económica em negócio e branqueamento de capitais. Entre os principais arguidos detidos desde fevereiro de 2026 estão:
João Carlos Pó Jorge: Antigo Diretor-Geral.
Hilário Tembe: Antigo Diretor das Operações.
Eugénio Mulungo: Responsável pela Tesouraria.
Atualmente, o processo conta com quatro arguidos em prisão preventiva, três em liberdade e um foragido.
O Modus Operandi da Fraude
Segundo o Ministério Público, os gestores utilizaram os seus cargos de confiança para desviar recursos através de:
Contratos Irregulares: Vantagens ilícitas na contratação de fornecedores e prestadores de serviços.
Venda de Activos: Irregularidades na alienação de aeronaves e de participações da LAM noutras sociedades.
Esquemas Internos: Uso de máquinas POS estranhas à companhia para receber pagamentos de passagens e sobrefaturação de serviços inexistentes (como traduções).
Investigação em Múltiplas Frentes
Este processo é apenas a "ponta do iceberg". O Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) confirmou que existem outros quatro processos em fase de instrução, que investigam:
A legalidade da contratação da consultora Fly Modern Ark para a reestruturação da empresa.
Pagamentos de viagens fictícias para funcionários sob o pretexto de "aquisição de novas aeronaves".
O desvio de receitas de bilheteira através de canais de pagamento não oficiais.
Estado Atual: O processo principal já está em fase de dedução de acusação, enquanto as investigações sobre a Fly Modern Ark e as faturas sobrefaturadas continuam a recolher provas para apurar o prejuízo total causado ao Estado moçambicano.

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