O maior e mais antigo tabloide da zona centro de Moçambique, o Diário de Moçambique, está prestes a paralisar as suas atividades. Os funcionários da Sociedade Comercial Notícias da Beira emitiram um pré-aviso de greve de sete dias, com início agendado para a próxima segunda-feira, 27 de abril de 2026.
O Cerne do Conflito: Salários e Poupanças em Atraso
A situação financeira dos trabalhadores atingiu um ponto de rutura devido a uma sucessão de incumprimentos por parte da empresa:
Salários de 2026: Os funcionários ainda não receberam qualquer salário referente ao ano corrente.
Pagamentos Parciais: No dia 08 de abril, a empresa pagou apenas 50% do salário de janeiro, prometendo liquidar o restante no dia 17, o que não chegou a acontecer.
Fundo de Poupança: Reclama-se o pagamento de um fundo acumulado durante 11 meses (janeiro a novembro de 2025) que ainda não foi devolvido aos trabalhadores.
Falha no Diálogo e Reincidência
Esta não é a primeira vez que a redação e os serviços de apoio param em 2026. Em janeiro, uma greve de três dias foi suspensa após um acordo de pagamento faseado que, segundo os trabalhadores, não foi honrado.
"Não houve avanços significativos na resolução do problema", afirmam os funcionários, lamentando a ausência de justificações formais ou respostas aos comités sindicais após a reunião de 14 de abril.
O Último Recurso
A decisão de avançar para a paralisação foi tomada por unanimidade em assembleia geral nesta terça-feira. Os pontos-chave da greve incluem:
Duração Inicial: 7 dias.
Possibilidade de Prorrogação: Caso a direção continue em silêncio ou sem apresentar soluções concretas.
Impacto: O jornal corre o risco de desaparecer das bancas num momento crítico, dada a sua relevância histórica e geográfica.

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