O Governo de Moçambique atualizou os dados oficiais sobre a onda de violência xenófoba na África do Sul. Infelizmente, o número de concidadãos mortos subiu para 9 vítimas fatais. O porta-voz da 15ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, Ussene Isse, detalhou as circunstâncias das mortes:

  • 5 cidadãos foram cruelmente assassinados diretamente nos locais dos ataques.

  • 2 cidadãos morreram atropelados no momento em que tentavam fugir desesperadamente dos agressores.

  • 2 cidadãos perderam a vida num grave acidente de viação enquanto viajavam numa viatura particular, tentando regressar a Moçambique.

A Dimensão da Crise Humanitária

A violência gerou um deslocamento em massa. Até ao momento, 884 cidadãos moçambicanos foram afetados diretamente pela crise. Destes:

  • 584 pessoas necessitaram de acolhimento temporário em centros de abrigo em solo sul-africano.

  • Cerca de 300 pessoas decidiram iniciar imediatamente o regresso a Moçambique por meios próprios, com previsão de chegada à fronteira de Ressano Garcia no final do dia de hoje.

A Resposta Governamental à Chegada

O Executivo moçambicano, além de expressar público pesar e solidariedade às famílias enlutadas, montou uma operação de assistência humanitária imediata no principal posto fronteiriço do país.

Ao cruzarem a fronteira de Ressano Garcia, todos os regressados receberão kits de apoio alimentar, divididos em duas categorias:

  1. Kit de Uso Imediato: Para consumo logo após a chegada ao posto fronteiriço.

  2. Kit de Longa Duração: Mantimentos projetados para sustentar as famílias nas suas zonas de origem por um período de, pelo menos, 10 dias.

Nota Oficial: "O Governo assegura que a prioridade absoluta agora é garantir a segurança física, o apoio psicológico e a alimentação básica para que estes moçambicanos possam reiniciar as suas vidas em segurança no seu país natal."