Política

CONSTITUIÇÃO DIGITAL JÁ Inteligência Artificial e crimes na internet exigem novas leis em Moçambique

A Presidente do Conselho Constitucional,
Lúcia Ribeiro, defendeu publicamente que a revolução tecnológica exige uma revisão profunda na forma como os direitos fundamentais são aplicados em Moçambique. Durante a Conferência sobre Jurisdição Constitucional e Direitos Fundamentais, realizada em Maputo, a magistrada colocou na mesa a necessidade urgente de introduzir um constitucionalismo digital no país.

O objetivo principal desta evolução legal é claro:

  • Preparar os Magistrados: Capacitar juízes e procuradores para lidar com a nova vaga de crimes cometidos no espaço cibernético.

  • Modernizar a Justiça: Garantir que as leis acompanhem a velocidade das transformações tecnológicas.

 O perigo da Inteligência Artificial e da Desinformação

Citada pela Rádio Moçambique, Lúcia Ribeiro apontou o dedo àquele que considera o maior desafio da justiça na atualidade: o impacto das novas tecnologias na manipulação da informação. Com o avanço rápido da Inteligência Artificial, tornou-se extremamente difícil separar o que é legítimo do que é criminoso.

O grande nó cego que os tribunais enfrentam hoje é conseguir distinguir e reconhecer a fronteira exata entre:

  • O discurso e a liberdade de expressão;

  • A opinião pessoal dos cidadãos;

  • A desinformação deliberada (fake news) espalhada nas redes.

 Linha de Frente: Ao trazer o debate dos "Diálogos Transnacionais na era digital" para a capital, a liderança do Conselho Constitucional deixa o aviso: o sistema judicial moçambicano não pode continuar a julgar o futuro digital com as ferramentas do passado analógico.