A retoma das obras da Barragem Moamba-Major, no distrito da Moamba, província de Maputo, deverá ser antecedida pela realização de novos estudos de impacto ambiental e social, bem como pela actualização do plano de reassentamento das comunidades afectadas.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Notícias, os últimos levantamentos realizados para o projecto remontam a 2012, estando actualmente desactualizados face às condições existentes e às exigências para a continuidade da construção.
Obras foram interrompidas em 2017
A construção da Barragem Moamba-Major foi interrompida em 2017, depois de o Governo do Brasil suspender o financiamento do projecto. Na altura, apenas cerca de 10% das obras tinham sido executadas.
A infra-estrutura foi concebida para armazenar aproximadamente 250 milhões de metros cúbicos de água, assumindo um papel estratégico no reforço do abastecimento à Região Metropolitana de Maputo.
Maputo e Matola podem beneficiar do projecto
Quando concluída, a barragem deverá contribuir para aumentar a disponibilidade de água para as cidades de Maputo e Matola, além das vilas de Boane e Marracuene.
Actualmente, o abastecimento da região depende principalmente das barragens de Corrumana e dos Pequenos Libombos, o que aumenta a importância estratégica de uma nova fonte de armazenamento de água.
A actualização dos estudos ambientais e sociais deverá permitir avaliar novamente os impactos do projecto e actualizar as medidas relacionadas com o reassentamento das comunidades, antes da eventual retoma das obras.
A Moamba-Major continua, assim, a ser considerada uma infra-estrutura importante para reforçar a segurança hídrica de Maputo, sobretudo perante o crescimento populacional e a crescente procura de água na região.
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