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Techobanine limpeza retira 175 kg de lixo plástico da praia

 

Uma acção de limpeza realizada na praia de Techobanine, no sul de Moçambique, resultou na remoção de 175 quilogramas de detritos, recolhidos em 45 sacos, num período de apenas duas horas.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, a actividade decorreu entre as 12h20 e as 14h30, tendo o plástico constituído a maior parte dos resíduos encontrados na praia.

“Em duas horas (12:20–14:30), removemos 175 kg de detritos em 45 sacos. A maior parte era plástico”, explicaram os organizadores.

Baleia-guinha encontrada em decomposição

Durante a actividade foi também encontrada uma baleia-guinha de grande dimensão em estado de decomposição, chamando a atenção para os riscos enfrentados pela fauna marinha numa zona costeira de elevada importância ecológica.

Os responsáveis pela iniciativa destacam que a presença de resíduos plásticos e outros detritos representa uma ameaça para diversas espécies marinhas e costeiras.

Dados citados da Ocean Conservancy alertam para os riscos associados à ingestão de resíduos por animais marinhos. Segundo a organização, pequenos fragmentos de borracha e plástico podem provocar consequências fatais para aves marinhas, golfinhos e tartarugas.

Os plásticos flexíveis e os equipamentos de pesca abandonados estão entre os resíduos considerados particularmente perigosos para a vida marinha, por poderem ser ingeridos ou provocar o emaranhamento dos animais.

Techobanine é uma área de importância ecológica

A praia de Techobanine está integrada numa área costeira de elevada importância ambiental, associada à nidificação de tartarugas marinhas e à presença de espécies de golfinhos acompanhadas por investigadores há várias décadas.

Para os ambientalistas, a remoção de cada saco, garrafa ou fragmento de plástico representa uma redução dos riscos de emaranhamento, ferimentos ou ingestão acidental por animais.

Apesar da importância das campanhas de limpeza, os responsáveis salientam que estas acções não resolvem o problema na sua origem.

“As limpezas não são a solução completa. Ainda precisamos parar o plástico na fonte, mas são uma das maneiras mais imediatas de proteger a vida.”

A iniciativa reforça o alerta para a necessidade de reduzir a entrada de plástico no ambiente marinho e de fortalecer as medidas de prevenção, recolha e gestão de resíduos nas zonas costeiras de Moçambique.