Governo fixa preço da castanha de caju em 48 meticais por kg
O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas fixou em 48 meticais por quilograma o Preço de Referência da Castanha de Caju ao Produtor para a campanha 2026/2027, um aumento de três meticais em relação ao valor praticado na campanha anterior.
A decisão foi tomada esta quarta-feira, em Maputo, durante a primeira Sessão do Comité de Amêndoas, que reuniu representantes do Governo, produtores e da indústria do caju, segundo a Carta de Moçambique.
Na campanha 2025/2026, o preço de referência ao produtor havia sido estabelecido em 45 meticais por quilograma.
Governo justifica novo preço
O ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, afirmou que a definição do preço de referência constitui uma decisão de responsabilidade, tendo como principal objectivo garantir a continuidade da actividade dos produtores.
“Não estamos simplesmente perante a determinação de um preço para uma nova campanha. Estamos perante uma decisão que deve contribuir para criar condições de previsibilidade para os diferentes actores da cadeia de valor e, sobretudo, para assegurar que a actividade continue a ser economicamente atractiva para o produtor”, explicou.
Segundo o governante, a definição do preço para a campanha 2026/2027 não poderia limitar-se à repetição do valor anterior, sendo necessário considerar a evolução das condições que influenciam a formação do preço.
Entre os factores apontados estão os custos de produção, a qualidade da castanha, os preços internacionais, a taxa de câmbio, a capacidade da indústria nacional e as condições de procura nos principais mercados.
Mercado internacional influencia cadeia do caju
Roberto Albino destacou ainda que o caju está inserido num mercado internacional dinâmico e competitivo, onde as variações dos preços da castanha em bruto e das amêndoas podem afectar directamente os diferentes intervenientes da cadeia nacional.
Os custos de transporte e logística, assim como as condições de oferta nos principais países produtores e processadores, também influenciam a capacidade de remuneração dos produtores e de outros operadores do sector.
Com a fixação do novo preço de referência, o Governo pretende criar maior previsibilidade para a campanha 2026/2027, procurando equilibrar as condições de produção, comercialização e processamento da castanha de caju em Moçambique.