HCB destinou 56% da energia ao mercado nacional em 2025
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) destinou 56% da energia fornecida em 2025 ao mercado nacional, mesmo num contexto de crise hidrológica, reforçando o seu papel estratégico na segurança energética de Moçambique.
A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, durante a Conferência Internacional de Investimentos de Tete 2026, onde apresentou a empresa como um dos principais activos estratégicos do País e uma plataforma importante para o desenvolvimento económico.
Segundo dados apresentados pelo dirigente, além dos 56% destinados ao mercado moçambicano, 39% da energia fornecida pela HCB teve como destino a África do Sul, enquanto os restantes 5% foram destinados ao Zimbabwe.
HCB priorizou mercado nacional
Tomás Matola explicou que, durante a crise hidrológica registada em 2025, a HCB privilegiou o fornecimento de energia ao mercado doméstico, reduzindo as exportações sempre que as condições exigiram.
A medida reforçou a importância da empresa para a segurança energética do País, num período marcado pela pressão sobre a disponibilidade de água e, consequentemente, sobre a capacidade de produção hidroeléctrica.
A posição da HCB também evidencia o peso da empresa no sistema energético nacional e na ligação de Moçambique aos mercados regionais de electricidade.
Reabilitação para prolongar vida útil
Paralelamente, a HCB está a implementar um programa de reabilitação do seu parque electroprodutor, com o objectivo de modernizar as infra-estruturas e prolongar a sua capacidade operacional.
O processo deverá permitir estender a vida útil das infra-estruturas por mais cerca de 30 anos, reforçando a capacidade da empresa para continuar a desempenhar um papel central no fornecimento de energia.
Para além da produção eléctrica, a HCB é apresentada pela sua administração como um activo estratégico capaz de contribuir para a atracção de investimentos e para o desenvolvimento económico de Tete e do País.
A intervenção de Tomás Matola ocorreu num dos principais encontros empresariais realizados na província, num momento em que Moçambique procura reforçar a segurança energética e aumentar a capacidade de resposta às necessidades do mercado nacional.