Angola propôs a entrada em vigor de um cessar-fogo entre o Governo da República Democrática do Congo (RDC) e o movimento rebelde M23, a partir das 12 horas do dia 18 de Fevereiro.

A proposta resulta de uma reunião de alto nível realizada esta segunda-feira, em Luanda, que juntou o Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, o Presidente da República do Togo, Faure Essozimna Gnassingbé, o Presidente da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e o antigo Presidente da República Federal da Nigéria, Olusegun Obasanjo.

De acordo com um comunicado divulgado esta quarta-feira, após consultas com as partes e demais actores envolvidos no processo, Angola aguarda agora uma declaração pública de aceitação da data proposta para o cessar-fogo.

A iniciativa insere-se no quadro dos esforços diplomáticos liderados por Angola para promover uma solução política para o conflito armado no leste da República Democrática do Congo, envolvendo as autoridades de Kinshasa e o movimento M23.

Relativamente ao arranque da fase preparatória do diálogo inter-congolês, que deverá ter lugar em Luanda, as autoridades angolanas informaram que o anúncio oficial sobre o início desse processo será feito oportunamente.

Angola tem assumido um papel central como mediador regional, procurando criar condições para a redução da violência, o relançamento do diálogo político entre as partes e a estabilização da região leste da República Democrática do Congo.