Na declaração, o movimento classificou como “territĂłrios livres” as zonas que afirma controlar, numa nova proclamação unilateral que volta a colocar o enclave no centro do debate polĂtico e social, 49 anos apĂłs a primeira declaração feita em 1975, durante o processo de descolonização portuguesa.
Segundo um comunicado divulgado pela prĂłpria FLEC-FAC e assinado pelo secretĂĄrio-geral Jacinto AntĂłnio TĂ©lica, em nome de um alegado Governo ProvisĂłrio, o apelo Ă© dirigido ao povo de Cabinda, Ă comunidade internacional e “aos povos e naçÔes do mundo”.
A proclamação foi feita no Ăąmbito da evocação dos 141 anos do Tratado de Simulambuco, celebrado a 1 de Fevereiro de 1885, documento que os movimentos independentistas cabindeses invocam como fundamento histĂłrico e jurĂdico para a autodeterminação do territĂłrio.
No texto, a FLEC-FAC solicita o reconhecimento da independĂȘncia Ă s NaçÔes Unidas, Ă UniĂŁo Africana, Ă UniĂŁo Europeia, Ă Comunidade dos PaĂses de LĂngua Portuguesa (CPLP) e a organizaçÔes internacionais de defesa dos direitos humanos, apelando igualmente Ă mediação internacional para a resolução do diferendo com o Estado angolano.
O comunicado refere ainda que a proclamação ocorre num momento em que o Presidente da RepĂșblica de Angola, JoĂŁo Lourenço, se encontra no Dubai, Emirados Ărabes Unidos, para participar na Cimeira Mundial de Governos, agendada para os dias 3 a 5 de Fevereiro.
O Governo angolano considera Cabinda parte integrante e indivisĂvel do territĂłrio nacional, posição reiterada desde a independĂȘncia de Angola, em 1975. Apesar de perĂodos de menor intensidade, o conflito em torno do enclave tem registado episĂłdios esporĂĄdicos de tensĂŁo, mantendo-se como uma das questĂ”es polĂticas mais sensĂveis do paĂs.
Até ao momento, não houve reacção oficial das autoridades angolanas nem de organizaçÔes internacionais à proclamação anunciada pela FLEC-FAC.

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