O Governo de Moçambique reconheceu, esta terça-feira, que a guerra no Médio Oriente poderá provocar impactos directos ou indirectos na economia nacional, sobretudo ao nível da taxa de câmbio e dos preços dos combustíveis.

Falando à imprensa, o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, afirmou que o Executivo ainda está a avaliar os possíveis efeitos do conflito, sublinhando que qualquer perturbação económica nos países da região tende a repercutir-se, directa ou indirectamente, em Moçambique, através das relações comerciais e das dinâmicas do mercado internacional.

Entre as principais preocupações do Governo está a possibilidade de desvalorização do metical face ao dólar norte-americano, bem como a eventual necessidade de revisão dos preços dos combustíveis, num contexto de instabilidade nos mercados internacionais.

Para acompanhar a situação, o Executivo criou uma equipa multissectorial com a missão de analisar de forma aprofundada os impactos do conflito, incluindo as implicações sobre as rotas comerciais de Moçambique com os países do Médio Oriente.

Impissa esclareceu que, nesta fase, o Governo ainda não dispõe de dados suficientes para quantificar os efeitos nem para anunciar medidas concretas de mitigação, defendendo a necessidade de mais tempo para estudos técnicos e avaliação de diferentes cenários, antes de avançar com decisões.