O paradeiro do ex-Ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, continua desconhecido após a sua detenção pelas autoridades migratórias dos Estados Unidos, situação que está a gerar forte preocupação entre os seus advogados e familiares.

Chang foi detido na quinta-feira da semana passada no Aeroporto Internacional Logan, em Boston, quando uma companhia aérea identificou irregularidades na sua documentação de viagem, impedindo a sua deportação imediata para Moçambique. Na sequência do incidente, o Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) assumiu a custódia do antigo governante.

Até ao momento, as autoridades norte-americanas não revelaram para que local Chang foi transferido, alimentando dúvidas sobre o seu estado actual e dificultando o acompanhamento do caso pela defesa. Segundo relatos do portal nationaltoday, o ICE é frequentemente associado a transferências rápidas de detidos para fora do estado onde são inicialmente capturados, o que pode complicar contactos com advogados e eventuais recursos legais.

A situação levou o advogado Adam Ford, que representa Manuel Chang, a pressionar as autoridades norte-americanas para obter informações detalhadas sobre o paradeiro e as condições de detenção do seu cliente. A defesa teme que a falta de transparência comprometa a capacidade de contestar eventuais procedimentos de deportação.

O caso reacende a atenção em torno do antigo ministro, figura central no escândalo das dívidas ocultas, e volta a colocar sob escrutínio os procedimentos de custódia e transferência das autoridades migratórias dos Estados Unidos.