A informação foi avançada pelo director-geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), Ibraimo Faquirá, citado pelo jornal Notícias na sua edição de quinta-feira (12).
Segundo a fonte, parte das cargas já começou a chegar ao país, numa medida que visa compensar atrasos no processo normal de importação e assegurar a disponibilidade do cereal no mercado nacional.
De acordo com Faquirá, cerca de 46 mil toneladas de arroz já foram autorizadas, tendo o respectivo desembarque ocorrido entre o final de Fevereiro e a primeira semana de Março. As restantes quantidades deverão entrar no país até Abril.
Paralelamente, o ICM está a preparar novas regras para a importação de cereais, que deverão permitir identificar fornecedores com custos mais competitivos e estabelecer critérios de referência mais claros para o mercado, numa tentativa de estabilizar preços e evitar práticas especulativas.
Entre as medidas em curso está também a digitalização do registo de importadores de cereais, particularmente arroz e trigo. A primeira fase do processo foi concluída em Janeiro, tendo resultado no registo de cerca de 300 importadores a nível nacional.
Refira-se que, segundo dados do Banco de Moçambique, o arroz continua a ser um dos produtos que mais pesa na factura de importações do país, representando cerca de 450 milhões de dólares anuais nos últimos dois anos.

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