Segundo informações recolhidas junto da família da vítima, o acto de violência terá ocorrido na presença de menores, situação que a OAM classifica como uma grave violação dos direitos fundamentais. A instituição destaca que o caso fere princípios consagrados na Constituição da República, nomeadamente a dignidade da pessoa humana e o direito à vida.
A Ordem sublinha ainda que o crime se enquadra nas disposições da Lei n.º 29/2009, que regula a violência doméstica praticada contra a mulher, reforçando que cabe ao Estado garantir a prevenção, protecção e punição efectiva destes actos. O impacto psicológico nas crianças que testemunharam a agressão é apontado como particularmente preocupante, configurando também violação da legislação de protecção dos direitos da criança.
Outro elemento que levanta preocupação é a morte do presumível autor do crime enquanto se encontrava sob custódia policial. Para a OAM, este facto exige uma investigação independente, rigorosa e transparente, de modo a assegurar o apuramento de responsabilidades e o respeito pelos princípios do Estado de Direito.
Na sua posição oficial, a organização exige celeridade na investigação do caso, responsabilização dos envolvidos e o reforço urgente de políticas públicas de combate à violência doméstica. A presidente da Comissão de Género, Judite Ngula, reafirmou o compromisso da advocacia moçambicana com a justiça e garantiu que a instituição continuará atenta e actuante perante situações desta natureza.


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