Enquanto o país celebra avanços na redução de load shedding, uma crise ainda mais silenciosa e devastadora explode nas comunidades: a falta de água potável. Em municípios como os de Gauteng, North West e Eastern Cape, mais de 47% da água tratada se perde em vazamentos, ligações ilegais e infraestrutura dilapidada por décadas de má gestão, corrupção e falta de manutenção local. Moradores de townships como Alexandra ou áreas rurais do Northern Cape passam dias sem água corrente, dependendo de tanques caros ou caminhões irregulares. Mulheres e crianças carregam baldes por quilômetros, aumentando riscos de doenças hídricas e violência de gênero. O governo de Ramaphosa declarou o problema prioridade nacional em 2026, mas a realidade local mostra comitês de crise paralisados, municípios falidos e protestos crescentes. Especialistas alertam: sem reforma profunda na governança local, a "Day Zero" não é futuro — já chegou para milhões. Esta crise aprofunda a desigualdade pós-apartheid, onde bairros ricos têm suprimento estável e os pobres enfrentam humilhação diária.

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