Tensões xenofóbicas voltaram com força em 2026, com marchas anti-imigração ilegal em Pretoria e Johannesburg reunindo milhares de sul-africanos frustrados com desemprego acima de 30%, crime e pressão sobre serviços públicos. Grupos como Operation Dudula e March for March lideram protestos, acusando migrantes africanos (de Zimbábue, Nigéria, Gana e Moçambique) de "tomar empregos, moradias e oportunidades". Vídeos virais mostram confrontos, lojas saqueadas e estrangeiros humilhados publicamente, reacendendo memórias traumáticas de violências passadas (2008, 2015). Na realidade local, a pobreza extrema nos townships alimenta o ressentimento: sul-africanos pobres veem imigrantes empreendedores dominando pequenos comércios, enquanto o sistema educacional e de saúde luta. O governo promete repressão, mas a raiz é profunda — falha em criação de empregos, governança corrupta e herança de desigualdade. A ONU e Comissão Africana de Direitos Humanos condenam os atos, alertando para danos às relações continentais e à imagem da "Rainbow Nation". Muitos migrantes vivem em medo constante, com relatos de bloqueios em clínicas e escolas.