Governador Eduardo Abdula inicia plano de 90 dias para travar o avanço da metanfetamina que virou moda e está a devastar a juventude na maior província do país.

O Conselho Executivo de Nampula declarou guerra aberta ao tráfico e consumo de estupefacientes. Sob a liderança do governador Eduardo Abdula, foi lançada nesta segunda-feira (04) uma ofensiva estratégica de três meses com um foco claro: erradicar a metanfetamina, conhecida localmente como “makha”, cujo consumo explodiu entre os jovens da região.

Os Números do Alerta:

  • Crise Sanitária: Dados alarmantes revelados por Isabel Alberto, directora do Gabinete Provincial de Combate à Droga, indicam que pelo menos 4.000 jovens necessitaram de assistência no hospital psiquiátrico de Nampula nos últimos meses devido a problemas ligados ao consumo de substâncias.

  • Ameaça "Makha": A metanfetamina tornou-se uma tendência perigosa nas comunidades, forçando as autoridades a elevar o nível de resposta para "salvar a geração actual e futura".

O Plano de Ataque (90 Dias):

O programa de "tolerância zero" assenta em três pilares fundamentais:

  1. Repressão e Fiscalização: Operações policiais contínuas para o encerramento de pontos de venda e desmantelamento de redes de tráfico.

  2. Prevenção Escolar e Comunitária: Campanhas educativas intensivas em bairros e escolas para alertar sobre os efeitos devastadores da "makha".

  3. Denúncia e Mobilização: Reforço dos mecanismos de denúncia anónima e envolvimento directo de líderes religiosos, organizações sociais e famílias.

O Apelo: Durante o lançamento, Eduardo Abdula reforçou que a batalha não é apenas policial, mas social, exigindo um esforço coordenado de todas as forças vivas da província para travar o impacto negativo directo que estas drogas estão a causar na estabilidade das famílias e na saúde pública de Nampula.