Moçambique conta, oficialmente, a partir de hoje com a sua primeira Escola de Saúde Pública. A infraestrutura foi projetada e inaugurada para preencher uma lacuna estratégica no país, focando-se no reforço da formação de profissionais, na promoção da investigação científica e no impulso à inovação no setor médico.
No ato de inauguração, a Primeira-Ministra, Benvinda Levy, destacou o impacto histórico da instituição:
"Nasce com a missão de servir o país, e preparar melhor os profissionais que cuidam da nossa população."
O desafio da transição epidemiológica
A chefe do Governo justificou a urgência desta escola com as profundas transformações demográficas e de saúde que Moçambique atravessa. O país enfrenta hoje um duplo fardo:
O aumento acelerado de doenças crónicas não transmissíveis e casos de trauma;
A persistência histórica e agressiva das patologias infecciosas.
Segundo Benvinda Levy, esta realidade exige maior capacidade de previsão e planeamento, além de profissionais preparados para agir com "rigor, rapidez e sensibilidade social".
Cursos modernos e ensino à distância (EaD)
Para acelerar a formação especializada e a pós-graduação, a escola vai introduzir currículos modernos e adaptados aos desafios do século XXI, com recurso a plataformas digitais e formação virtual para abranger médicos e enfermeiros em todo o território nacional.
| Áreas Estratégicas de Formação |
| 💻 Saúde Digital e Novas Tecnologias |
| 🌍 Clima e Saúde (Impacto ambiental nas patologias) |
| 📊 Economia da Saúde e Gestão de Recursos |
| 🏥 Sistemas de Saúde e Ciências Médicas Avançadas |
Moçambique como "Centro de Excelência" dos PALOP
A criação da instituição eleva o estatuto internacional do país. O enquadramento da escola responde aos compromissos da CPLP e surge na sequência do reconhecimento do Instituto Nacional de Saúde (INS) pelo África CDC (Centros Africanos de Controlo e Prevenção de Doenças).
A Escola de Saúde Pública foi oficialmente selecionada pelo organismo da União Africana como o Centro de Excelência para a Formação de Profissionais em Saúde Pública dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), posicionando Moçambique como a grande locomotiva do ensino médico na região.

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