A Índia e a Grécia uniram esforços para reforçar o apoio humanitário a Moçambique. Numa entrega simbólica realizada no Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, os dois países oficializaram a doação de bens de primeira necessidade destinados às famílias severamente afetadas pelas últimas cheias e inundações que fustigaram as regiões Sul e Centro do País.
De acordo com a Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros, Maria de Fátima Simão, esta ajuda responde diretamente ao apelo internacional lançado pelo Executivo moçambicano em Janeiro, quando o cenário climático atingiu o seu nível mais crítico.
O forte contributo da Índia
O Alto-comissário da Índia em Moçambique, Robert Shetkintong, formalizou a entrega de 500 toneladas de arroz. Este grande lote de cereais junta-se às 12 toneladas de medicamentos e materiais médicos que Nova Deli já havia despachado para o país em Março.
O diplomata destacou ainda o papel ativo da comunidade indiana residente em solo moçambicano, que se mobilizou de forma independente para distribuir apoio alimentar a centenas de famílias nos distritos mais fustigados da província de Maputo:
Marracuene
Moamba
Namaacha
Pontos críticos da província de Gaza
🇬🇷 A ponte humanitária com a Gréci
A República Helénica também marcou presença nesta operação através de uma parceria entre o Consulado-Geral Honorário da Grécia em Moçambique, a Igreja Ortodoxa e a Cruz Vermelha da República Helénica. A doação grega focou-se em kits de produtos alimentares e bens não alimentares de emergência (como agasalhos e utensílios básicos) para as comunidades em situação de extrema vulnerabilidade.
INGD alerta: 700 mil pessoas ainda sofrem as consequências
Apesar da chegada destes donativos, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) adverte que a crise humanitária está longe do fim.
Os dados operacionais são desafiadores:
| Situação Humanitária no Terreno |
| 👥 População Afetada: Cerca de 700.000 pessoas continuam deslocadas ou dependentes de assistência. |
| 🏚️ O Grande Desafio Atual: Mudar o foco da ajuda de emergência para a reconstrução definitiva das infraestruturas devastadas (pontos, estradas e habitações). |
| 🏛️ Posição do Governo: O Executivo reconhece que os recursos internos são insuficientes e reitera o apelo para que a comunidade internacional mantenha o fluxo de apoio. |

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